Antártica e Suas Características Para o Desenvolvimento

Antártica e Suas Características Para o Desenvolvimento

Autor: Gabriel Cabral, Ivan Vinícius e José Henrique Fernandez - Puclicado em: 01/03/2026

Introdução

O continente, hoje conhecido como Antártica, lar de diversas espécies adaptadas ao frio extremo, é um dos locais mais importantes para o nosso planeta e para nós. Com aproximadamente 14 milhões de km², a Antártica, conhecida por ser o continente mais frio, mais seco, mais alto, mais ventoso e, por consequência, o mais inóspito do nosso planeta, é o que apresenta as funções mais importantes para a vida na Terra. Sendo o principal regulador térmico do planeta, o local com as maiores reservas de gelo e água doce do mundo, a Antártica passa a ser o principal ponto de estudo para diversas áreas.

Pesquisas e Tratados em Solo Antártico

Além das diversas funções que a Antártica proporciona, devido às suas características únicas, ela passou a ser um grande local para o estudo da área aeroespacial, sendo alvo de diversos projetos ao longo dos anos. As primeiras expedições documentadas para a Antártica aconteceram no século XVI, desde então diversas viagens e tratados foram realizados. Um exemplo é o Tratado da Antártica, assinado em 1959, o qual dedica o continente estritamente à paz e à ciência, proibindo qualquer tipo de atividade militar, testes nucleares e descarte de resíduos radioativos, marcando assim a Antártica como um importante local de estudo e pesquisa.

Com a Antártica consolidada como um continente dedicado ao estudo, vamos ter a criação do primeiro projeto brasileiro na Antártica, a PROANTAR, criada em 1982. Ele tem como objetivo a realização de estudos científicos no continente. A partir de sua criação, tornou-se possível o estudo mais preciso sobre o clima espacial e a radiação, dando apoio a diversas pesquisas.

Antártica e o Estudo Espacial

Um exemplo foi a pesquisa desenvolvida pela FAB, "A Pesquisa Estratégica de Radiação Ionizante em Grandes Extremos Ultra-Austrais" (PERIGEU), realizada por pesquisadores do ITA e do IEAv. Ela tinha como objetivo armazenar dados sobre a radiação cósmica nas altitudes percorridas por aeronaves, com foco na transição entre a Anomalia Magnética do Atlântico Sul e a região polar, além de avaliar a distribuição da radiação pela aeronave e pelo corpo humano. Para a realização da pesquisa, foram utilizados diversos equipamentos que registram, em tempo real, a taxa de dose da radiação ao longo do trajeto, com o uso de diversos medidores espalhados pela aeronave.

Os pesquisadores partiram do Rio de Janeiro até o continente Antártico. Para a medição, houve também a ajuda do maior centro de pesquisa em física da Europa, o Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN) , o qual ajudou na calibração dos equipamentos usados. Todos os dados que foram capturados durante o trajeto vão ser utilizados no Radiation Environment Platform (REP), um programa computacional desenvolvido por pesquisadores do ITA e do IEAv que simula o ambiente de radiação desde o solo até 100 km de altitude.

A equipe foi composta pelo professor do Departamento de Física do ITA, Doutor Maurício Tizziani Pazianotto, e pelos pesquisadores do IEAv, Doutor Claudio Antonio Federico e Capitão Engenheiro Tássio Côrtes Cavalcante. A missão teve parceria também com a PROANTAR, coordenada pela Marinha Brasileira e a FAB, com o Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (Esquadrão Gordo).

Imagens