Explosão no Sol Desencadeia um Jato de Massa Coronal Rumo a Terra
Autor: Gabriel Cabral, Ivan Vinícius e José Henrique Fernandez - Puclicado em: 21/01/2026
Introdução
Uma explosão solar, de tipo X, classificada como a categoria mais forte, desencadeou ontem, em 19/01/2026, um jato de massa coronal em direção à Terra, o qual deve atingir a atmosfera nas próximas 24 horas (em 20/01/2026). Esse jato que foi liberado é nada mais que uma nuvem de plasma, que carrega consigo um campo magnético. Meteorologistas espaciais do Reino Unido informaram que a nuvem de plasma e seu campo magnético intrínseco devem chegar ao geoespaço nas primeiras horas do dia 20/01.
Precisamos nos Preocupar?
Ejeções de massa coronal desse tipo não são irregulares e acontecem com frequência, entretanto, quando interagem com o campo magnético do nosso planeta (e nesse caso são chamadas de geoefetivas), certos fenômenos podem ocorrer, resultando na instabilidade de aparelhos tecnológicos. Entre os sistemas mais afetados estão satélites, sistemas de navegação (GPS), comunicações por rádio, aeronaves e, em casos mais fortes, redes elétricas.
Auroras e a Intensidade do Fenômeno
Além desses problemas técnicos, outros eventos podem ocorrer, sendo um deles em relação à aurora boreal (Hemisfério Norte) e à austral (no Hemisfério Sul), as quais podem se tornar visíveis muito além de suas regiões habituais. No entanto, eventos como esse podem não acontecer, pois a intensidade desses fenômenos depende diretamente da orientação do campo magnético presente na ejeção. Caso sua orientação seja oposta à do campo magnético do nosso planeta, grande parte da energia pode fluir para a nossa atmosfera, porém, se for ao contrário, a maior parte da energia irá ser desviada pelo nosso campo magnético e continuar fluindo pelo sistema solar afora.
Há Riscos para a Saúde Humana?
Com nossa “proteção” magnética, ela não irá representar nenhum risco à saúde humana. Contudo, vale ressaltar que só estamos protegidos devido à nossa atmosfera também. Sabendo disso, quando estamos em altas altitudes, por exemplo em aviões, acabamos recebendo uma certa dose de radiação particular, algo que só afeta pessoas que são expostas a longo prazo, como é o caso da tripulação do avião (pilotos(as) e comissários(as), especialmente se voo for em rota polar.