Veja como se deu a Finalização da Missão Artemis II
Autor: Gabriel Cabral, Ivan Vinícius e José Henrique Fernandez - Puclicado em: 06/05/2026
O que foi a missão Artemis II
Artemis II foi uma missão aeroespacial do programa Artemis, iniciada em 1º de abril de 2026, organizada pela NASA, sendo o primeiro lançamento tripulado do programa, que está em desenvolvimento desde 2017. A missão teve como objetivo levar 4 tripulantes a bordo da cápsula Orion, utilizando o foguete Space Launch System – SLS, para sobrevoar o satélite natural e retornar à Terra no dia 11 de abril de 2026. Nesse período, houve o teste de diversos sistemas da cápsula Orion, como seu sistema de propulsão, controle térmico e o monitoramento do módulo da tripulação.
Principais dados coletados durante a missão
Durante a passagem pelo lado escuro da Lua, a espaçonave Orion acabou perdendo as comunicações com a central de comando por cerca de 40 minutos, como já tinha sido planejado, devido à perda de visada com a Terra. Nesse momento, diversos dados foram coletados, como, por exemplo, fotos, que foram enviados mais tarde após o retorno das comunicações. Diferente das missões antigas, além do sistema de comunicação via rádio, a espaçonave Orion também utilizou um sistema baseado em laser, capaz de transmitir dados em altas velocidades.
Além disso, também foram coletadas informações técnicas do desempenho da cápsula Orion ao longo da missão. Entretanto, a missão teve como foco principal a coleta de dados em relação ao monitoramento da tripulação, que se constituía no monitoramento do ritmo cardíaco e na coleta de dados biológicos e dos “chips de órgãos”.
Consequências da missão Artemis II na medicina
A missão Artemis II não só proporcionou um enorme avanço tecnológico na viagem espacial, como também impactou diretamente diversos estudos acerca da saúde humana, sendo um desses estudos o “A Virtual Astronaut Tissue Analog Response” (Avatar), o qual estuda os efeitos do aumento da radiação e da microgravidade na saúde humana, além de investigar características extraterrestres que aceleram o decaimento das células. Luiz Vicente Rizzo, diretor executivo de Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Explicou, em entrevista, como o estudo Avatar busca prever e ajustar as condições para entendermos o que pode acontecer em uma possível viagem a Marte.
O estudo Avatar utilizou dispositivos microscópicos conhecidos como chips AVATAR, ou chips de órgão, para estudar em tempo real como o corpo reage ao ambiente do espaço profundo. Esses dispositivos, do tamanho de um pen drive, contêm células humanas vivas dos próprios astronautas da missão Artemis II, que simulam o funcionamento de tecidos reais do corpo humano. O foco principal está no tecido da medula óssea, por ser responsável pela produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, que são extremamente sensíveis à radiação, já que, sem a proteção magnética da Terra, os astronautas estão expostos a níveis elevados de radiação cósmica e microgravidade.
Esse estudo irá ajudar a entender os impactos reais ao corpo humano, sendo possível o planejamento de missões com base no perfil biológico da tripulação e a personalização de tratamentos médicos para cada astronauta, além de ser de grande importância para os estudos aqui da Terra, beneficiando estudos sobre radiação, envelhecimento celular e doenças degenerativas. Luiz Vicente Rizzo também explicou que células da tripulação foram mantidas na Terra para que possamos usá-las como base para observarmos as diferenças entre as células dos tripulantes antes e após a missão Artemis II.
O doutor cardiologista Fábio Lario, Gerente Médico de Informática Clínica do Hospital Sírio-Libanês, também de São Paulo, explicou ainda como o isolamento dos astronautas pode representar possíveis avanços na telemedicina, graças ao uso dos biossensores. Fábio destaca como os efeitos nos músculos e ossos em missões futuras podem ajudar a entender situações parecidas aqui na Terra, como, por exemplo, a atrofia dos músculos em missões muito longas, que pode contribuir para estudos de doenças em que o paciente permanece muito tempo acamado.
Conclusão
A missão Artemis II foi a missão tripulada que mais se distanciou em relação à Terra, superando até mesmo a missão Apollo 13, que até então mantinha esse recorde. Seus estudos impactaram diferentes áreas da tecnologia e da medicina, além de preparar o programa para a Artemis III, sendo, assim, uma das missões aeroespaciais mais importantes dos últimos anos. Para conhecer mais sobre a história do projeto Artemis, acesse “Artemis II: Primeiro Voo Tripulado à Lua em 53 Anos”.
É a humanidade voltando para a Lua, com o objetivo de estabelecer uma base lá e usar nosso satélite natural como Trampolim para o espaço mais profundo ...